
Registro oficial da banda.
Acompanho a banda há muito tempo. Desde os tempos em que estudava no Ateneu. Surgiu para mim numa época em que alguns ainda a confundiam com outra banda com designada por siglas, o E.M.F. (que por sinal só tinha uma música conhecida, Unbelievable). R.E.M. remete minha adolescência dos vinis e fitas cassetes.
Banda que teve seu maior hit com “Losing my Religion”. Música que nada tem a ver com religião. É o sentimento de gostar de uma pessoa e não poder falar. Obsessão por alguém e não ter a coragem de prosseguir. Tentar capturar pequenos detalhes nos gestos da pessoa amada que possam dizer alguma coisa. E acabar por perder as esperanças e ver que tudo era apenas um sonho.
Esse caráter poético sempre acompanhou as letras do R.E.M. Lembro de ter visto um acústico na MTV em que Micheal Stipe (vocalista) a cada música ia explicando como compôs cada letra.
A principal qualidade da banda é a sinceridade. Ela está em tudo: nas letras, nas declarações, nas apresentações ... Quando fui ao show da turnê “Up” em 2001 fiquei em estado de choque. O prazer de tocar ao vivo, de se emocionar com o público, de poder dizer o que se sente. Enfim, o poder de transformação que a música traz. É a maior banda humilde que existe. Nem acreditei que estava lá.
Esse novo disco acompanhado de um DVD traz uma apresentação em Dublin. Com destaque para músicas do último álbum “Around the Sun” que não fez muito sucesso. As músicas deste ao vivo ganharam mais vida ainda. Muitos clássicos estão lá também.
Um aperitivo para talvez um novo disco e quem sabe uma turnê no Brasil!
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