
1. Morte ao ego.
2. Ser uma nova personalidade a cada dia.
3. Toda memória deve ser apagada.
4. O dinheiro deve ser abolido.
5. A humanidade está doente, o concepcionismo é o caminho para a cura.
6. O concepcionista é uma fraude que dura 24 horas.
7. O caminho do excesso leva ao palácio da sabedoria.
8.?
9. Voa!
10. Tudo o que foi dito deve ser esquecido agora.
Grupo de jovens em Brasília que se reúne em um apartamento aproveitando que seus pais não moram mais no Brasil.
Criam o “Movimento Concepcionista”. O propósito é ser uma pessoa a cada dia. Desligar-se completamente do ontem. Existe a simbologia de morte ao ego retratada pela queima coletiva de carteiras de identidade.
Filme angustiante que fica entre o hedonismo e a falta de perspectiva.
A narração inicial do filme me lembrou muito a do começo de Trainspotting. Só que aqui é transferida para o cotidiano de Brasília (morar no bloco, estudar para concurso, formar uma banda, querer ser Renato Russo...). Nada melhor que a capital do país ser foco de um filme em que a identidade é colocada em questão.
Destaque para a trilha sonora que tem Prot(o) (banda de Brasília que já vi muitas vezes aqui em Goiânia em festivais como Bananada e Goiânia Noise) e o sambalanço de Noriel Vilela com “Saudosa Bahia”, marcante e para mim o que mais me marcou no filme.
Todas essas idéias são bem legais mas o filme não conseguiu me prender. O cotidiano dos jovens por mais louco que seja fica enfadonho. O filme não consegue me convencer de uma citação do William Blake feita no mesmo “o caminho do excesso leva ao palácio da sabedoria”. E acredito que fiquei tão confuso quanto os personagens do filme quando o mesmo terminou.
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