segunda-feira, 5 de novembro de 2007

1408




Filmes baseados em obras de Stephen King geralmente são ruins. Clássicos como “O Iluminado” e “Carrie, a Estanha” deram a ilusão a produtores e diretores que era só pegar um roteiro do cara e estava garantido o sucesso. Anos se passaram e o terror recorreu a Stephen King e por vezes era sentido em seus livros uma pressão em escrever cada vez mais pensando em cinema.

Minha admiração por Stephen King veio por Stanley Kubrick (diretor de “O Iluminado”). A partir de então comecei a comprar seus livros, principalmente aqueles que não foram adaptados ao cinema. E por coincidência alguns depois foram para a telona, como “O Corredor da Morte” (filmado com o nome de “À Espera de um Milagre”), “O Aprendiz”(conto de “As Quatro Estações”) e “O Apanhador de Sonhos”. Todos os três inferiores quando transcritos ao cinema. Então dei um tempo a Stephen King. Não li mais nada e também seu nome assinado em um roteiro não me atraia mais.

“1408” tem a cara de Stephen King. Merece respeito então.

O filme fala sobre um escritor que pesquisa locais assombrados que são a temática de seus livros. Cético e confiante, não sabe que o quarto que o espera fará que toda sua crença ou falta dela seja abalada (1+4+0+8 = 13).

As influências aos clássicos do terror estão presentes. O corredor de “O Iluminado”, a televisão de “Poltergeist” e o carrinho de bebê de “It’s Alive”.

O desconhecido ganhando o tom assustador e a curiosidade para se chegar ao final da trama estão lá, como em todo bom horror de King. O próprio protagonista define bem a estética do filme. Trata-se de um pesadelo kafkaniano. Como sair daquele pesadelo? Só chegando ao final para Stephen Kng nos dizer. Como espectador, me coloco na posição de protagonista do filme ou escritor da trama e quase nunca (nos casos das estórias de Stephen King) consigo sair desse universo claustrofóbico.

Penso que trata-se de um filme de terror para quem gosta de terror.

O filme tem uma direção interessante. Não conheço o diretor sueco Mikael Håfström. Irei atrás de mais filmes seus.

Cada vez mais me convenço que adaptação de filmes de Stephen King competem com a qualidade de seus diretores. “O Iluminado” (Stanley Kubrick), “Carrie, a Estranha” (Brian dePalma), “Louca Obsessão”(Rob Reiner) e por aí vai.


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