domingo, 28 de novembro de 2010

A Tara Maldita - The Bad Seed (1956)


Não! Não é uma pornochanchada. A tara maldita narra a trajetória de uma criança.

O final do filme traz uma mensagem de seus produtores. É uma alerta para que não se divulgue o clímax e o inusitado da história. Tentarei respeitá-los.

Rhoda (Patty McCormack)é uma criança perfeita. Pelo menos para os padrões da época. Muito educada e excelente aluna, apresenta algo intrigante: uma maturidade perturbadora. Sua sensatez foge dos padrões de criança.

Diante da frieza com que Rhoda encara diversas situações (inclusive a morte por afogamento de um colega de escola), as conjecturas levam a crer que Rhoda poderia ser uma assassina. Aquela criança tão adorável (eu mesmo a achei muito chata)?

O filme então trabalha a fragilidade da mãe Christine (Nancy Kelly) diante da situação. Pressionada, seu mundo parece desmoronar. Enfrenta dilemas que envolvem a formação de um psicopata (influências do ambiente X herança genética).

A direção do filme é sutil. É composto de cenas marcantes. Em uma delas, o empregado da casa, Leroy (Henry Jones), grita por socorro para ser salvo de um incêndio que acontece no porão. Christine assiste o mesmo sendo retirado do porão e morrer diante do seu jardim. A cena não mostra Leroy. Apenas o rosto de Christine sofrendo com a situação e perturbada pelo piano que é tocado sem parar por sua filha Rhoda em uma cena assustadora.

Há também no filme uma senhora à frente de seu tempo. Monica Breedlove (Evelyn Varden) é uma divorciada que não se inibe diante de conversas masculinas. Psiquiatria é muito conversada no filme e Monica se mostra conhecedora.

Hortense Daigle (Eileen Hackert) é a mãe do garoto morto no acampamento. Não aceita a situação. Embriagada, começa a visitar a casa de Christine em busca de respostas. Sabe que é inconveniente. Sua irremediável situação deixa Christine sem reação.

A casa de Christine é palco de quase toda ação do filme. O termo palco é levado tão à risca que o encerramento do filme se dá com cada ator se despedindo do espectador assim como em um final de peça de teatro.

Filme arrojado para o seu tempo.


Um comentário:

Layla disse...

Eh muito bom este filme, a guria eh o demônio!! rsrs
um tanto exagerado, mas gostei bastante... será que existem crianças assim mesmo? (capazes de matar, premeditar tudo)
bjos, o blog eh maravilhoso!!