Zumbis na TV. Não me parece algo bom. São seres naturalmente marginalizados e parecem não combinar com o mainstream. O seriado The Walking Dead aparece para tentar quebrar esse paradigma.
Frank Darabont é o criador e diretor. Realizou o excelente Um Sonho de Liberdade e também já fez o que poucos diretores foram capaz. Convenceu filmando um livro de Stephen King. À Espera de um Milagre. Com esse currículo, Darabont investe outra vez em algo arriscado.
Para ambientar o espectador, Frank Darabont inicia seu seriado com uma série de clichês. Policiais conversando dentro de um carro, comendo rosquinhas e tomando café. Logo em seguida, o policial Rick Grimes (Andrew Lincoln) se vê baleado em uma perseguição e acorda em um mundo pós-apocalíptico. Vazio total. Mortos estendidos por todas as partes. Até o primeiro contato com os zumbis.
Aliás, zumbi é uma palavra que hora nenhuma é mencionada no primeiro episódio. É chamado de andarilho por um pai de família que viu sua esposa se transformar na criatura perambulante que não consegue executar.
A produção impressiona. O final do primeiro episódio tem cacife de produção hollywoodiana mas com o toque autoral de um grande diretor. O enfoque que parece tomar forma são os sentimentos dos sobreviventes, não deixando de lado o traço do terror que sempre trazem os zumbis.
Espero que os zumbis não sejam desrespeitados. Não tolero ver vampiros e lobisomens no mundo teen.
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