sábado, 30 de outubro de 2010

Reflexões de um Liquidificador (2010)

Um liquidificador ganha consciência. Como ele faz isso? Não se sabe. Aconteceu após um conserto com a intenção de colocá-lo em uma lanchonete.

A consciência traz a fala ao liquidificador. Através dela, conversa com Elvira (Ana Lúcia Torre). Uma senhora de situação simples que convive com o desparecimento do marido (Germano Haiut). Elvira torna a principal suspeita nos pensamentos do investigador Fuinha (Aramis Trindade).

Selton Mello faz a voz do protagonista do título. Ele e sua dona encaram as dificuldades da velhice. Humor é o caminho que o diretor André Klotzel encontra para fazer o filme interessante. Mas a mescla mal conduzida de suspense e humor negro faz do filme um exercício sofrível ao espectador.

Filme chato. As metáforas relacionadas ao liquidificador são pretensiosas. “Moer é pensar ... pensar é moer”. No final de todos esses elementos (comédia, humor negro, suspense, poesia..) processados no liquidificador, ficamos com um A Grande Família (seriado) mal sucedida.

Lição para quem pensa que um grande nome no elenco é garantia de um bom filme.


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