domingo, 10 de outubro de 2010

Trash Náusea Total - Bad Taste (1987)


Sim, voltei! Depois de achar por muito tempo que não seria capaz. Por pensar quer era perda de tempo? Difícil dizer. Meu tempo é perdido com muitas futilidades e mesmo assim não havia tempo para o meu blog.

Eu poderia voltar com um grande filme. Um filme que seria tão bom que despertasse minha vontade de escrever, de eternizar aquela sensação de impacto. Escolhi, porém, um trash. Ele estava ali, na ponta da estante, pedindo para ser o marco inicial do resgate ao prazer cinéfilo. Atrás dele, centenas de filmes esperando ser vistos. E assim, pretendo que esse número se transforme em postagens futuras do meu quase finado blog.

Náusea Total (é assim que gosto de chamá-lo, pois o primeiro nome, trash, parece ser um alerta aos desavisados que poderiam pegar esse filme. Cuidado! Trata-se de um trash!) é o primeiro filme de Peter Jackson, diretor da trilogia de ’O Senhor dos Anéis.

A década de 80 mostrou que filmes de baixo orçamento podem fazer bastante sucesso. Foi assim que Sam Raimi (diretor de O Homem Aranha) acertou em cheio com Evil Dead – A Morte do Demônio. Misturou terror, humor, cenas absurdas e total descompromisso com o espectador. Todos esses elementos estão em Náusea Total. Um grupo de alienígenas disfarçados de humanos sai à caça de carne para abastecer uma rede de fast food intergalática chamada Delícias Mordidas que agora faz frente a um concorrente já estabelecido, Frituras Lunáticas. A cidade de Kaihoro, interior da Nova Zelândia, é palco dessa ação. Um grupo do governo neozelandês chamado AIDS (Alien Investigation and Defense Service – Serviço de Defesa e Investigação Alienígena) vai combater as ações alienígenas. O que se vê então é uma série de cenas que oscilam entre a comédia e o extremo mau gosto (tradução literal do título). O que importa é como as cenas de assassinato são mostradas. Muito sangue jorrado, muitos cérebros despedaçados, muitas cabeças arrebentadas. Tudo dentro de uma escatologia inocente que busca o riso do espectador.

O que faltou a Peter Jackson foi um roteiro bem amarrado como o de Evil Dead mas também não penso que ele se importe com isso. O seu grande mérito aqui é a criatividade em criar cenas bizarras, muitas vezes sem sentido (alma do cinema trash).



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