terça-feira, 17 de julho de 2007

Fast Food Nation





Este é um filme de Richard Linklater. Do mesmo diretor já assisti a quatro filmes e todos brigam comigo pois ainda não vi “Antes do Amanhecer” e “Antes do Pôr-do-Sol”. Tá bom. Tenho aqui em casa mas vou vê-los em outra oportunidade.
Gostei de “Danzed and Confused”, “Escola do Rock” e de “Tape”(que mais parece uma peça de teatro). Já não posso falar o mesmo de “Walking Life”. Esse desenho me deixou tonto. Tenho que conferi-lo mais vezes pois não fui capaz de acompanhar a quantidade de informação que seus personagens produziam e acabei me perdendo no filme e por muitas vezes sem entender. Esse parece um daqueles filmes que todos gostam. Revisando sobre esse filme agora acabei de achar um arquivo com todos os diálogos e discussões filosóficas do filme. Irei ler mais tarde e quem sabe pela leitura eu não seja massacrado como da vez que fui no cinema

Resumindo, não sou a pessoa certa para falar dos filmes de Linklater. Mas vou mostrar a minha impressão sobre Fast Food Nation.

Richard Linklater adaptou, junto com Eric Schlosser, o livro "Fast Food Nation : The Dark Side of the All-American Meal". Talvez embalado com a onda de documentários como “Super Size Me” e com a ascensão de Micheal Moore, Linklater critica a lógica das redes de Fast Food americanas.

O roteiro lembra de longe os filmes de Iñárritu (Babel principalmente) e interliga várias pessoas através da rede de Fast Food chamada Mickey’s.

O ponto forte do filme são os atores (com exceção de Avril Lavigne num papel que não diz a que veio).
Greg Kinnear é o executivo da empresa que vai investigar irregularidades na produção dos hamburgeres. É um pai de família, uma pessoa de bom coração mas é passivo e sabe que debaixo de toda a limpeza e esterilidade das fachadas das lanchonetes há muita sujeira. O seu dilema está em saber até que ponto é vantajoso investigar toda a sujeira ou deixar tudo como está. Fachadas limpas mas com o cerne sujo (assim como o sanduíche cuspido por um funcionário que o ator come em certo momento do filme sem perceber essa “sujeira”) parece uma realidade inevitável para a lucro de tais empresas.

Sujeira também é mostrada na maneira como os mexicanos, imigrantes ilegais, trabalham e são explorados. Destaque aqui para a atuação de Catalina Sandino Moreno do filme “Maria Cheia de Graça”. Isso tudo debaixo dos olhos da sociedade americana. Parece ser esse o maior foco da denúncia de Linklater e Schlosser.

Outro espectro do filme é representado por adolescentes que decidem que são necessárias ações para mudar o que está acontecendo em relação às cadeias Fast Food. Sinceramente não soube aqui perceber se Linklater concorda com o que os adolescentes militantes pregam ou se ele apenas faz uma caricatura da juventude americana e de sua incapacidade de lutar contra um sistema já imposto.

Linklater opta por mostrar também imagens chocantes. O abate dos animais e a maneira como os hamburgeres são preparados. Um documentário da década de 70 chamado “Meat” já fizera o mesmo.

Como o filme foi indicado a Palma de Ouro de Cannes ano passado, gostaria de ter visto suas entrevistas na ocasião e o que realmente pensa Linklater.

Trata-se de um filme interessante mas pouco inovador.

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