terça-feira, 17 de julho de 2007

Cellar Dweller - O Monstro Canibal





Terrorzinho dos anos 80. Resolvi assisti-lo por ter a participação de Jeffrey Combs (do clássico Re-Animator) e da musa da década de 50 Yvonne De Carlo. Se não me engano já passou no saudoso Cine Trash da Band das sextas à noite.

O filme começa na década de 50 com Colin Childress (Jeffrey Combs) que se inspira em livros de magia negra para escrever seus quadrinhos. Acidentalmente seu quadrinho se personifica num monstrengo enorme com um pentagrama no peito que começa a destruição. Para evitar maior massacre, o cartunista acaba ateando fogo no bicho e morre queimado. Para a imprensa local, ficou a idéia de que Colin assassinou e cometeu suicídio. Tudo isso acontece em um porão. Essa é a primeira cena do filme e pela caracterização do monstro já se pode antecipar a tosqueira que está por vir.

Trinta anos anos depois a casa se transforma em uma escola de arte dirigida pela personagem de Yvone De Carlo. E é pra lá que vai a cartunista Whitney Taylor (Debrah Farentino) que sempre foi fascinada por histórias de terror e se muda em busca de inspiração. A casa é um celeiro de figuras bizarras: um pintor abstrato, uma outra cartunista, uma desajustada que faz umas performances aeróbicas (parecendo Olívia Newton-John no clipe mais trash que já vi na vida “Let’s get physical”), um escritor de livros pulp (pelo menos é o que me pareceu) e a dona do lugar (Yvonde de Carlo).

Whitney consegue autorização para se instalar no obscuro porão e o monstro volta novamente a se personificar com seus traços.

O filme é cheio das máximas do terror barato dos anos 80: monstrão nojento e meio bobo com pentagrama no peito, um machado sempre à disposição para defesa pessoal, cena da loira tomando banho (essa foi fraca!) e cabeças decapitadas. Há uma referência explícita ao filme “A Morte do Demônio” que é a câmera em primeira pessoa vindo do mato e entrando na casa e sempre com muita fumaça em volta para criar um ar sinistro. A propósito, a cena é colocada totalmente fora de contexto, umas duas vezes. Penso que foi só para homenagear o mestre Sam Raimi (para quem não sabe o diretor de Homem Aranha é responsável por um dos filmes de terror/trash mais cultuados).

Os atores são ruins mas poderíamos salvar Debrah Farentino e Yvone de Carlo do monstro (elas não foram tão mal!). O desfecho final é engraçado e o filme não cansa pois tem apenas 73 minutos. A tradução brasileira para o título é também um ponto hilário (o monstro canibal!!!???)

Trata-se de uma produção muito barata e filmada em apenas 10 dias. Recomendo apenas para fãs de terror anos 80. O filme é, no bom sentido, uma “tosqueira da grossa”.

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