
Uma nova perspectiva sobre relacionamentos. É o tema do novo filme do roteirista Guillermo Arriaga que ficou famoso com sua parceria com o diretor Alejandro González-Iñárritu (responsável por filmes premiados como Babel, 21 Gramas e Amores Brutos).
Manuel (Diego Luna) vive uma realidade dolorosa. É assombrado pelo suicídio de seu melhor amigo, o esquizofrênico Gregório (Gabriel González). A falta de coerência nos pensamentos de Gregório culmina em sua morte. Tranquilo seria pensar que a loucura o levou ao suicídio se Manuel não tivesse um caso com a namorada de Gregório. A consciência pesada faz com que o protagonista seja incapaz de sorrir durante quase todo o filme.
Instintivo demais, Manuel é obcecado pelo sentimento de posse. Posse do corpo principalmente. Sexo é tanto um orientador como válvula de escape para seus problemas. Um quarto de motel, um carro ou uma sala. Qualquer cenário é palco de seus instintos e de suas conquistas.
A fotografia obscura do filme traz um aspecto próximo do sujo. O quarto de motel surrado e a impressão de que Manuel está sempre no caminho errado torna o filme angustiante. É tudo hermético. As pessoas mal conversam. Não há beleza nas relações.
Amor e sua implicação patológica, a loucura. Termos inseparáveis. Pelo menos na visão do escritor.
A impressão que fica é de que Arriaga e Iñárritu só funcionam juntos. Quase um Axl e Slash do cinema. Arriaga se esforça mas parece sempre fazer produções menores quando comparadas à parceria. Já li livros do Arriaga, como Um Doce Aroma da Morte (link nesse blog), mas parece que falta o toque de Iñárritu. Assim também acontece com o Guns N’Roses.
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